A disfunção temporomandibular (DTM) é uma condição multifatorial associada à dor orofacial, alterações cervicais e comprometimentos sensório-motores que influenciam o equilíbrio corporal. Nesse contexto, a atividade física destaca-se como fator relacionado à funcionalidade musculoesquelética. O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre o nível de atividade física, dor orofacial, amplitude de movimento cervical e função vestibular em indivíduos com DTM. Trata-se de um estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado com 11 indivíduos atendidos em um serviço universitário de fisioterapia. Coletaram-se informações clínicas e de estilo de vida, avaliando-se a amplitude cervical pelo Cervical Range of Motion (CROM) e a função vestibular pelos testes de Dix-Hallpike e Head Roll. Observou-se predominância de indivíduos fisicamente ativos (72,7%) e dor orofacial à direita (45,5%). Os testes vestibulares foram majoritariamente negativos, sem associação estatisticamente significativa com a lateralidade da dor. Na mobilidade cervical, verificou-se tendência de redução da inclinação no mesmo lado da dor. Conclui-se que, apesar das tendências clínicas observadas, não houve associações estatisticamente significativas entre as variáveis, reforçando a necessidade de investigações com maior tamanho amostral.