O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits na comunicação e interação social, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento. Embora alterações motoras não integrem os critérios diagnósticos centrais, apresentam elevada prevalência nessa população, comprometendo a funcionalidade, a participação social e a qualidade de vida. Este capítulo objetivou discutir a importância das estratégias lúdicas na fisioterapia pediátrica voltada ao atendimento de crianças com TEA. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, com busca realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo publicações entre 2010 e 2026. Sete estudos foram selecionados. Os resultados demonstraram que intervenções baseadas no brincar promovem melhorias na coordenação motora, equilíbrio e funcionalidade, além de favorecer a participação social, o engajamento terapêutico e a adesão ao tratamento. A ludicidade permite adaptar as atividades às necessidades individuais de cada criança, contornando barreiras como déficits de comunicação e resistência a mudanças de rotina. Conclui-se que as estratégias lúdicas são recursos eficazes e humanizados na fisioterapia pediátrica para crianças com TEA, sendo necessárias pesquisas futuras com maior rigor metodológico.