As quedas em pessoas idosas constituem um problema frequente de saúde pública, pois estão associadas a fraturas, traumatismos, perda de funcionalidade, institucionalização e aumento da demanda por serviços de saúde. Embora sejam comuns no envelhecimento, não devem ser interpretadas como evento inevitável ou "normal da idade", uma vez que expressam interação entre fatores biológicos, ambientais, comportamentais e sociais. Nesse contexto, a Atenção Básica exerce papel estratégico por acompanhar longitudinalmente a pessoa idosa, identificar riscos precocemente, orientar familiares e articular intervenções multiprofissionais. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, as principais evidências sobre prevenção de quedas em idosos no âmbito da Atenção Básica, destacando fatores de risco, avaliação multidimensional, intervenções efetivas e desafios de implementação. Foram consideradas publicações científicas e documentos técnicos nacionais e internacionais entre 2015 e 2026, consultados em bases como PubMed, SciELO, BVS, Cochrane Library e páginas oficiais do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Centers for Disease Control and Prevention. Os achados indicam que exercícios de força e equilíbrio, revisão medicamentosa, adaptação ambiental, rastreamento visual, educação em saúde e acompanhamento contínuo reduzem riscos preservando autonomia. Conclui-se que prevenir quedas exige cuidado integral, territorial e centrado na funcionalidade.