Introdução: A adenomiose é uma afecção uterina benigna caracterizada pela presença ectópica de glândulas e estroma endometriais no miométrio, cujo diagnóstico consolidou-se com a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Objetivo: Analisar o impacto da adenomiose na qualidade de vida e no prognóstico reprodutivo de mulheres em idade fértil, delineando sintomas e desafios terapêuticos. Metodologia: Revisão narrativa da literatura conduzida nas bases PubMed, MEDLINE, SciELO e LILACS, no horizonte temporal de 2010 a 2023. Resultados e Discussão: A dor crônica e a dismenorreia secundária deterioram o bem-estar biopsicossocial das pacientes, culminando em ansiedade e depressão. No âmbito da fertilidade, a afecção reduz as taxas de implantação embrionária e de nascidos vivos, além de elevar os índices de abortamento. Esse comprometimento reprodutivo decorre de distorções anatômicas e da disfunção peristáltica uterina induzida por alterações na zona juncional. Considerações finais: A adenomiose repercute negativamente na homeostase global e na fertilidade feminina. Emerge, assim, o desafio de coadunar a eficácia do manejo farmacológico sintomático com a salvaguarda do potencial reprodutivo.