A obesidade infantil constitui um problema relevante de saúde pública por sua elevada frequência, origem multifatorial e associação com agravos metabólicos, cardiovasculares, respiratórios, musculoesqueléticos e psicossociais. O excesso de peso na infância não deve ser compreendido apenas como resultado de escolhas individuais, pois envolve ambiente alimentar, acesso a alimentos saudáveis, padrões familiares, sedentarismo, tempo de tela, sono, publicidade de ultraprocessados, desigualdades sociais e organização dos territórios. Nesse cenário, a prevenção exige atuação articulada entre família, escola, Atenção Primária à Saúde, políticas públicas e regulação de ambientes obesogênicos. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, a obesidade infantil como problema de saúde pública, destacando epidemiologia, fatores determinantes, consequências clínicas, estratégias preventivas e desafios assistenciais. Foram consideradas publicações científicas e documentos técnicos entre 2015 e 2026, consultados em bases como PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, Cochrane Library. Os achados indicam que intervenções combinadas envolvendo alimentação adequada, prática regular de atividade física, redução do comportamento sedentário, vigilância alimentar e nutricional, educação em saúde e cuidado multiprofissional apresentam maior potencial de impacto. Conclui-se que o enfrentamento da obesidade infantil requer cuidado longitudinal, intersetorial, territorial e livre de estigmas, priorizando proteção, desenvolvimento saudável e equidade.