A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, com elevada transmissão vertical e potencial para causar desfechos obstétricos e neonatais graves. Objetivou-se identificar os principais fatores relacionados às dificuldades diagnósticas da sífilis gestacional e sua associação com desfechos neonatais adversos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO e PubMed. Utilizou-se a estratégia PICo para formular a questão norteadora. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2025, em português, inglês e espanhol, selecionados na plataforma Rayyan e submetidos à análise crítica. Os resultados evidenciaram aumento dos casos de sífilis gestacional e congênita no Brasil, associado a falhas no pré-natal, monitoramento sorológico inadequado, baixa adesão ao tratamento e vulnerabilidades sociais. Entre os principais desfechos neonatais destacaram-se prematuridade, baixo peso ao nascer, icterícia, abortamento e óbito neonatal. Conclui-se que o fortalecimento do rastreamento precoce, do tratamento adequado e da vigilância epidemiológica é essencial para reduzir a transmissão vertical e melhorar a assistência materno-infantil.