O conceito de proteína vegetal incompleta ainda influencia discursos profissionais sobre dietas baseadas em plantas. O presente trabalho sintetiza a evidência científica sobre a qualidade nutricional das proteínas vegetais, analisando os métodos de avaliação de aminoácidos, as estratégias de otimização da matriz vegetal e os desfechos relacionados ao desempenho e hipertrofia muscular. A análise fundamentou-se em literatura científica e documentos técnicos de órgãos de referência. Resultados indicam que a classificação binária de proteína "incompleta" é enganosa, pois a variedade alimentar supre as necessidades de aminoácidos essenciais ao longo do dia. Escores como PDCAAS e DIAAS apresentam limitações em alimentos isolados, sendo mais informativos em padrões alimentares completos. Estratégias de combinação e a otimização da matriz vegetal elevam a biodisponibilidade, enquanto ensaios clínicos sustentam a eficácia para a síntese muscular. Em suma, a evidência científica invalida a classificação simplista de "incompleta", demonstrando que a qualidade e o desempenho físico dependem da sinergia entre fontes e da otimização da matriz vegetal, fundamentando uma prescrição dietética segura.