As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo, sendo a dieta um fator de risco modificável central. Este capítulo sintetiza evidências sobre padrões alimentares baseados em plantas na prevenção cardiovascular, integrando diretrizes clínicas e mecanismos biológicos. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica narrativa de diretrizes e meta-análises recentes. Os resultados indicam que a adesão a dietas vegetarianas e veganas reduz o risco de DCV e de doença coronariana, melhorando o perfil lipídico, o índice de massa corporal e marcadores glicêmicos. Os mecanismos protetores envolvem o maior teor de fibras, fitoesteróis e polifenóis, com ações antioxidantes e anti-inflamatórias. Destaca-se que a qualidade da dieta é determinante, sendo o consumo de alimentos vegetais minimamente processados superior ao de versões ricas em grãos refinados e açúcares. No contexto brasileiro, o Programa BALANCE exemplifica a aplicação de recomendações cardioprotetoras com alimentos regionais, melhorando a qualidade da dieta e o perfil inflamatório dos pacientes. Conclui-se que o consenso atual favorece um padrão alimentar predominantemente vegetal e integral, representando uma mudança de paradigma de nutrientes isolados para padrões alimentares complexos na prática clínica.