Objetivo: O presente estudo investigou as características clínicas e psicossociais de mulheres com suspeita de depressão pós-parto no sistema de saúde pública de um município da região do Recôncavo, Bahia. Método: Participaram 102 mulheres que responderam à Escala de Edimburgo (EPDS) e ao questionário sobre dados sociodemográficos, clínicos e psicossociais. Resultados: Da amostra total, 28 (27,4%) apresentaram depressão pós-parto. Houve predominância de mulheres com 37 a 42 semanas de gestação (26; 92,8%), que tiveram seis ou mais consultas (17; 60,7%) durante o pré-natal (28; 100%). Dessas, 28, 14 foram primíparas (50%) e 16 foram cesarianas (57,1%). Durante a gravidez, 12 (42,9%) mulheres relataram problemas de saúde, como hipertensão, anemia e toxoplasmose. Seis (21,4%) confirmaram histórico familiar de transtornos mentais, como depressão. Além disso, a maioria das 28 mulheres era parda 17 (60,7%) e negra 7 (25%), com educação primária incompleta 9 (32,1%) e renda familiar mensal de até dois salários mínimos 26 (92,8%). Quanto aos fatores psicossociais, houve predominância de mulheres com apoio familiar (21; 75%) e do pai do bebê (20; 71,4%), embora não coabitassem. Conclusões: O presente estudo revelou alta prevalência da condição. Os resultados confirmam a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e estratégias de tratamento.