A Psicologia Financeira investiga como fatores emocionais, cognitivos e sociais influenciam a forma como as pessoas administram seus recursos financeiros. O presente estudo teve como objetivo analisar a influência do desejo, das emoções, das relações interpessoais e das pressões sociais sobre as decisões financeiras, discutindo suas repercussões para o comportamento de consumo, o endividamento e a saúde mental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza básica, com objetivos exploratórios e descritivos, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica da literatura. Os estudos analisados evidenciaram que aspectos como impulsividade, ansiedade, necessidade de reconhecimento social, baixa educação financeira e influência das redes sociais contribuem para decisões econômicas menos conscientes, favorecendo o comprometimento da estabilidade financeira e do bem-estar psicológico. Em contrapartida, verificou-se que a educação financeira associada ao desenvolvimento do autocontrole e da inteligência emocional favorece escolhas mais equilibradas, reduz comportamentos impulsivos e fortalece a autonomia financeira. Conclui-se que a saúde financeira e a saúde mental apresentam relação direta, tornando necessária uma abordagem interdisciplinar que integre conhecimentos da Psicologia, da Educação e das Ciências da Saúde para promoção da qualidade de vida.