O estudo analisou, em nível ecológico, a associação entre registros assistenciais relacionados à perda auditiva e registros depressivos em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde brasileira. Foi realizado estudo ecológico longitudinal, com dados secundários agregados do SISAB/e-SUS APS, organizados em painel unidade federativa-ano. A análise principal incluiu 297 registros UF-ano, referentes às 27 unidades federativas brasileiras no período de 2015 a 2025, com apresentação descritiva complementar do ano parcial de 2026. Foram analisadas contagens absolutas, taxas de registros por 100 mil habitantes, correlações e modelos log-log com efeitos fixos de unidade federativa e ano. Entre 2015 e 2025, os registros depressivos aumentaram de 41.455 para 649.467, enquanto os registros auditivos passaram de 1.725 para 71.365. Observou-se associação ecológica positiva entre registros auditivos e depressivos nos modelos com contagens absolutas, sem confirmação estatística no modelo com taxas. Os achados indicam coexistência territorial e temporal entre registros auditivos e depressivos, devendo ser interpretados como padrões agregados de produção assistencial, sem inferência causal ou individual.