O trauma facial constitui importante problema de saúde pública devido à elevada frequência de internações, à necessidade de tratamento especializado e aos custos gerados para os sistemas de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar as internações e os custos hospitalares relacionados ao tratamento de fraturas faciais no estado de Pernambuco, entre junho de 2020 e junho de 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e quantitativo, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Foram avaliadas as internações por fraturas de mandíbula, maxila, zigomático e nariz, distribuídas entre as macrorregiões de saúde do estado. No período analisado, foram registradas 3.183 internações, totalizando R$ 4.767.297,62 em gastos públicos, 17.143 dias de permanência hospitalar e três óbitos. As fraturas mandibulares representaram o tipo de trauma mais frequente em todas as regiões. A Região Metropolitana concentrou o maior número de internações e os maiores custos hospitalares, refletindo a centralização dos serviços especializados. Conclui-se que as fraturas faciais exercem impacto expressivo sobre o sistema público de saúde, evidenciando a necessidade de fortalecimento da rede assistencial regionalizada e de políticas preventivas voltadas à redução dos fatores de risco associados aos traumas faciais.