Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) configura-se como uma doença autoimune rara, de caráter crônica e multissistêmica, envolvendo fatores genéticos, ambientais e inflamatórios, afetando diferente órgãos e sistemas do corpo. Objetivo: Analisar a influência dos danos ambientais e das mudanças provocadas pela ação humana no meio ambiente sobre a manifestação e progressão do LES. Metodologia: Revisão sistemática da literatura realizada nas bases SciElO, Periódicos Capes, Biblioteca Virtual em Saúde, Nature Index e PubMed. Foram utilizados os descritores LES, poluição, meio ambiente e mudança climática, considerando publicações entre 1995 e 2025, nos idiomas português e inglês. Fundamentação Teórica: estudos analisados evidenciam associação entre fatores ambientais e o desenvolvimento do LES. Compostos perfluoroalquilados (PFASs), poluição atmosférica e exposição à sílica cristalina foram relacionados ao aumento da incidência e agravamento da doença. Além disso, dados epidemiológicos demonstram impacto global do LES e diferenças regionais na mortalidade e no diagnóstico precoce. As evidências sugerem que determinados agentes ambientais podem atuar como gatilhos imunológicos em indivíduos suscetíveis. Considerações finais: Conclui-se que fatores ambientais contribuem para o desencadeamento e progressão do LES, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção ambiental e à promoção da saúde.