Este artigo analisa os mecanismos de projeção psicológica e hostilidade interpessoal associados à inveja a partir da expressão popular "Na boca de quem não presta, não valho nada". O objetivo geral é discutir como a desvalorização verbal opera como um mecanismo de defesa do sujeito invejoso para mitigar o sofrimento gerado pela percepção de sua própria falta ou inferioridade, identificando os impactos na saúde mental da vítima. Utilizando uma abordagem metodológica qualitativa, exploratória e fenomenológica, foram coletados relatos profundos de sujeitos que vivenciaram processos agudos de difamação social e profissional. Os resultados indicam que o discurso hostil atua como um "espelho invertido", revelando mais sobre as vulnerabilidades inconscientes do agressor do que sobre os atributos da vítima. Conclui-se que o enfrentamento dessas dinâmicas exige o fortalecimento da autoeficácia e o deslocamento do eixo de validação do olhar externo para a identidade interna, permitindo a neutralização psicológica do ruído depreciativo.