A violência contra a mulher representa um importante problema de saúde pública, com repercussões físicas, psicológicas e sociais. No contexto odontológico, destacam-se as manifestações orofaciais, frequentemente observadas em vítimas de agressão, incluindo fraturas dentárias, lesões em tecidos moles e traumas faciais. O cirurgião-dentista ocupa posição estratégica na identificação de sinais clínicos sugestivos de violência, contribuindo para o diagnóstico precoce e encaminhamento adequado. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão de literatura, a atuação do profissional de odontologia frente aos casos de violência contra a mulher, enfatizando suas manifestações orofaciais. A metodologia baseou-se na análise de artigos científicos publicados em bases de dados nacionais e internacionais. Os resultados indicam alta prevalência de lesões na região de cabeça e pescoço, além de significativa subnotificação dos casos. Conclui-se que a capacitação profissional é essencial para o reconhecimento, abordagem ética e notificação adequada, contribuindo para a proteção das vítimas.