A educação em saúde no contexto escolar demanda abordagens que ultrapassem a fragmentação dos saberes e promovam a compreensão integrada dos fenômenos relacionados às doenças e à prevenção. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar como a articulação entre História, Biologia e Farmácia pode contribuir para a formação crítica dos estudantes por meio do estudo das epidemias. Parte-se do pressuposto de que eventos epidêmicos, além de fenômenos biológicos, são também acontecimentos históricos e sociais que mobilizam conhecimentos científicos, práticas de cuidado e políticas públicas. A partir de pesquisa bibliográfica de caráter interdisciplinar, o trabalho discute epidemias que marcaram diferentes períodos históricos, os mecanismos biológicos de transmissão das doenças infecciosas e o papel dos medicamentos e vacinas no controle desses agravos. Defende-se que a integração desses campos do conhecimento favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, da alfabetização científica e da responsabilidade coletiva dos estudantes diante de questões de saúde. Conclui-se que a educação em saúde, quando fundamentada em uma perspectiva interdisciplinar, torna-se ferramenta essencial para o enfrentamento da desinformação e para a promoção de atitudes preventivas no ambiente escolar.