O uso racional de medicamentos constitui um dos principais desafios da assistência à saúde contemporânea, especialmente diante da ampliação do acesso aos fármacos, da descentralização do cuidado e da crescente influência das tecnologias digitais sobre as decisões terapêuticas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a farmacoterapia, a segurança do paciente e a saúde multidisciplinar, enfatizando a importância da integração entre os profissionais para a promoção de práticas seguras e efetivas. Trata-se de uma revisão de literatura de natureza qualitativa e abordagem descritiva, desenvolvida a partir da análise de publicações científicas relacionadas à farmacologia clínica, à atenção farmacêutica, à automedicação, à adesão terapêutica e à segurança do paciente. Os resultados evidenciam que a efetividade da farmacoterapia depende de um acompanhamento contínuo, interdisciplinar e centrado nas necessidades do indivíduo. Além disso, identificou-se que fatores como polifarmácia, automedicação, infodemia e fragmentação do cuidado aumentam significativamente os riscos de problemas relacionados a medicamentos. Conclui-se que o fortalecimento da atuação clínica do farmacêutico e a integração multiprofissional representam estratégias fundamentais para promover o uso racional de medicamentos, qualificar a assistência e ampliar a segurança do paciente na prática clínica contemporânea.