Introdução: À medida que um indivíduo envelhece, ocorrem alterações fisiológicas nos mecanismos normais da deglutição que predispõe os distúrbios da deglutição. Nesse contexto, a disfagia orofaríngea nos idosos torna-se uma preocupação pela necessidade de gerenciar a função de deglutição de forma eficiente e segura. Objetivo: demonstrar os aspectos fisiopatológicos associados as doenças neurológicas com acometimento de disfunções orofaciais em idosos e avaliar o papel de fonoaudiólogo no manejo terapêutico. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada a partir de estudos científicos publicados ente 2016-2026. Incluíram-se estudos originais e revisões com validação clínica e disponíveis em texto completo. Os critérios de exclusão abrangeram estudos sem dados de imagem, sem técnicas de aprendizado profundo ou com limitações metodológicas, estudos que não respondiam a questão norteadora e artigos em duplicadas. Foram obtidas uma população de 11 publicações científicas e uma amostra de nove estudos. Resultados: motricidade oral, é um dos principais aspectos relacionados ao tratamento fonoaudiológico, dessa forma a adequação da fala, tais como exercícios voltados para a articulação dos fonemas, promovendo uma fala mais clara e compreensível é muito favorável para o melhor prognóstico do paciente. Conclusão: A neurodegeneração é uma característica debilitante e incurável, que tem sido evidenciada na literatura com um aumento exponencial de sua prevalência em idosos (Mais, et al., 2025). A avaliação instrumental e fonoaudiológica da deglutição tornam-se a principal forma de compreender a fisiopatologia nessa população e predizer as eventuais mudanças que levam ao declínio da eficiência e segurança da deglutição.