A promoção da saúde integral de atletas masculinos requer uma abordagem que transcenda o desempenho físico. Este estudo, por meio de uma revisão integrativa da literatura (2015-2025), analisa como a disponibilidade energética, o treinamento de força e as intervenções fisioterapêuticas modulam biomarcadores hormonais, a função sexual e os domínios afetivos. Os resultados indicam que a Deficiência Energética Relativa no Esporte (RED-S) induz um estado catabólico crônico, elevando o cortisol e suprimindo a testosterona. Essa desregulação bioquímica resulta em hipogonadismo secundário, perda da libido e riscos de disfunção erétil. Ademais, a fisioterapia é essencial na prevenção de lesões e na harmonia biomecânica, enquanto a educação física deve equilibrar volume e intensidade para preservar a saúde vascular e endócrina. Dietas restritivas e pressão estética associam-se a sintomas de ansiedade e insatisfação corporal, prejudicando os vínculos afetivo-relacionais. Conclui-se que a intervenção interdisciplinar coordenada entre nutrição, educação física, fisioterapia e psicologia é fundamental para o suporte biopsicossocial do atleta. A busca pela excelência física não deve ocorrer em detrimento da saúde sexual e do bem-estar psicossocial.