A obesidade é uma patologia multifatorial de impacto global, cuja etiologia no público feminino é atravessada por complexas interações biológicas e comportamentais. Objetivou-se analisar as evidências científicas sobre a relação entre a alimentação emocional (AE) e o desenvolvimento da obesidade em mulheres, identificando os principais gatilhos biológicos e psicossociais. Trata-se de uma revisão narrativa, qualitativa e exploratório-descritiva. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, com recorte temporal de 2016 a 2026, nos idiomas português e inglês. Foram selecionados 12 artigos que atendiam aos critérios de elegibilidade. Os estudos demonstram uma correlação positiva entre altos escores de AE e índice de massa corporal elevado. Observa-se uma preferência pelo consumo de alimentos densamente calóricos e ultraprocessados em resposta a estados emocionais. Identificou-se que a AE atua como mediadora entre sintomas depressivos e ganho de peso, sendo potencializada por períodos de vulnerabilidade hormonal (TPM, climatério e menopausa) e pela insatisfação com a imagem corporal decorrente de pressões estéticas. Conclui-se que a alimentação emocional constitui um mecanismo central na manutenção da obesidade feminina. Estratégias de manejo devem integrar a regulação emocional e o suporte psicossocial, considerando as particularidades do ciclo biológico feminino para além da intervenção dietética convencional.