A maternidade atípica impõe intensas jornadas de cuidados específicos, resultando frequentemente em sobrecarga física e emocional para as mães, as principais cuidadoras. Nesse cenário, o suporte de uma equipe multiprofissional e de políticas públicas torna-se indispensável. O objetivo desse estudo é relatar a experiência de uma ação de autocuidado voltada às mães atípicas do grupo “mães que cuidam e se cuidam” em Carnaúba dos Dantas/RN. Este é um estudo qualitativo e descritivo do tipo relato de experiência, realizado em abril de 2026. A ação envolveu 9 profissionais (psicólogo, nutricionista, fisioterapeutas, assistente social, pedagogos e psicopedagoga) e 22 cuidadoras. O roteiro integrou resgate de memórias felizes, relaxamento guiado e confecção de uma salada de frutas afetiva. Os relatos evidenciaram cansaço crônico, anulação de planos futuros e a centralidade das preferências dos filhos em detrimento das próprias. Contudo, a atividade promoveu momentos de gratidão pelos avanços das crianças, relaxamento e conscientização sobre a importância do autocuidado. Por fim, o cuidado de crianças atípicas gera exaustão e vulnerabilidade. Ações integradas de saúde são fundamentais no cenário das políticas públicas para oferecer acolhimento, prevenir o adoecimento mental e físico e fortalecer a rede de apoio a essas mulheres.