A Staphylococcus aureus é um patógeno associado às IRAS, com capacidade de formar biofilmes e desenvolver fatores de virulência. A emergência de cepas multidroga-resistentes, especialmente o MRSA, representa um desafio para a saúde pública. Nesse contexto, as nanopartículas metálicas (MNPs) surgem como uma alternativa para o controle dessas infecções. O estudo objetivou analisar o potencial antimicrobiano das MNPs frente a S. aureus. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as recomendações PRISMA, com buscas nas bases PubMed, LILACS-BVS e ScienceDirect em outubro de 2025, utilizando descritores consultados no DeCS/MeSH: “Metallic Nanoparticles”, “Biofilms”, “Nanotechnology” e “Staphylococcus aureus”, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos originais e experimentais, publicados nos últimos cinco anos, em inglês e portugês com acesso gratuito ao texto completo. Após a aplicação dos critérios, foram selecionados 15 artigos. Os resultados evidenciaram o predomínio das nanopartículas de prata, além das nanopartículas de selênio, óxido de zinco e outras formulações. As MNPs apresentaram atividade antimicrobiana, antibiofilme, ação contra cepas MRSA, e potencialização da eficácia de antibióticos convencionais. Conclui-se que essas nanoestruturas constituem uma estratégia promissora contra infecções causadas por S. aureus, embora sejam necessários mais estudos in vivo e clínicos para validar sua segurança e aplicabilidade terapêutica.