O carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP) representa uma das neoplasias malignas mais prevalentes mundialmente, caracterizando-se por elevada heterogeneidade molecular, agressividade clínica e importantes repercussões funcionais e psicossociais. Este estudo teve como objetivo analisar os principais biomarcadores envolvidos no CCECP, destacando sua aplicabilidade clínica na medicina de precisão e o papel da epigenética na progressão tumoral e resistência terapêutica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e qualitativo, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Google Scholar, incluindo estudos publicados entre 2019 e 2026. Os achados evidenciaram que biomarcadores moleculares, imunológicos e epigenéticos, como PD-L1, TIGIT, microRNAs e alterações em metilação do DNA e histonas, apresentam potencial prognóstico e terapêutico relevante. Além disso, observou-se que alterações relacionadas ao microambiente tumoral e à evasão imunológica influenciam diretamente a resposta terapêutica. Conclui-se que a integração entre biomarcadores, epigenética e aspectos clínico-funcionais favorece abordagens terapêuticas mais individualizadas, contribuindo para melhores desfechos oncológicos, reabilitação funcional e qualidade de vida dos pacientes com CCECP.