Introdução: Evidências recentes mostram que intervenções de saúde ocupacional viáveis e de baixo custo reduzem o stresse e burnout, melhorando o bem-estar geral dos trabalhadores. As abordagens combinadas apresentam os resultados mais consistentes, oferecendo estratégias escaláveis facilmente integráveis na rotina laboral. Objetivo: sintetizar a evidência recente sobre estratégias aplicáveis pela Saúde Ocupacional para gerir riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho. Metodologia: revisão integrativa conduzida de acordo com as orientações metodológicas propostas por Dhollande et al. (2021). Após a definição dos critérios de inclusão, e os termos controlados, a estratégia de pesquisa realizou-se nos dados CINAHL complete e Medline complete (via EBSCO). A triagem e seleção dos estudos foi realizada na plataforma Rayyan. Para reportar os resultados da Revisão Integrativa da Literatura utilizou-se de forma adaptada as recomendações PRISMA 2020. Resultados: 10 estudos de oito países (4 ensaios randomizados; 6 quase-experimentais) avaliaram mudanças ambientais, microintervenções digitais de baixa exigência, exercício no local de trabalho, programas multicomponentes, gamificação e educação/aconselhamento. Verificaram-se reduções de stresse, ansiedade, depressão e Burnout, melhorias de bem-estar e vigor, diminuição de dor músculo-esquelética, e ganhos em marcadores cardiometabólicos, com indícios de menor absentismo/presentismo. Discussão: os efeitos tendem a ser mais consistentes em abordagens combinadas e contextualizadas; a heterogeneidade metodológica, tamanhos amostrais reduzidos, acompanhamentos curtos e medidas autorrelatadas aconselham prudência na generalização. Conclusões: intervenções factíveis e de baixo custo, isoladas ou integradas, mostram potencial para melhorar a saúde mental e indicadores organizacionais, exigindo adaptação a subgrupos (género, idade, turnos, gravidez) e monitorização da aderência/dose/fidelidade.