O presente artigo propõe uma análise não convencional acerca da maternidade, sob as lentes do medo, opressão e controle, tendo como objeto a obra O Bebê de Rosemary (1968), dirigida por Roman Polanski e baseada no texto homônimo de Ira Levin. Longe de reproduzir visões romantizadas, a trama é reinterpretada como uma alegoria das estruturas de poder que cercam a gravidez, evidenciando de que forma o corpo materno se torna território de vigilância, apropriação e silenciamento.