A sexualidade constitui uma dimensão central do cuidado em enfermagem, intrinsecamente ligada à saúde mental. A literatura recente evidencia que a pessoa transgénero e com disforia de género apresenta maior prevalência de ideação suicida, sintomas depressivos, consumo de substâncias e dificuldades de adesão terapêutica, frequentemente potenciadas pelo estigma, rejeição familiar e discriminação social. Este capítulo tem como objetivo apresentar o plano de cuidados de enfermagem de acordo com a Classificação Internacional para Prática de Enfermagem, de uma pessoa transgénero de 45 anos, internada numa unidade de psiquiatria, num hospital psiquiátrico de Portugal, com Disforia de Género definidos segundo os critérios do DSM-5-TR.