Este capítulo apresenta uma reflexão qualitativa sobre as contribuições de experiências docentes, formativas e extensionistas desenvolvidas no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS e da Universidade Anhanguera para a compreensão da Educação em Saúde como prática dialógica, territorial e inclusiva. A análise articula educação, saúde e inclusão, tomando como eixos o diálogo, a escuta e o reconhecimento dos conhecimentos produzidos nos diferentes contextos. As experiências discutidas evidenciam a importância da formação profissional, do acolhimento às famílias e da inclusão escolar, especialmente diante das repercussões do diagnóstico de deficiência ou de condições do neurodesenvolvimento. Destaca-se a necessidade de considerar a criança para além do diagnóstico, reconhecendo sua singularidade, seu contexto familiar e as condições sociais e territoriais em que vive. As ações desenvolvidas pelas universidades, particularmente em Aquidauana, mostram a extensão universitária como espaço de aproximação entre universidade e comunidade e de diálogo entre conhecimento científico e saberes construídos no cotidiano. Conclui-se que educar e cuidar são processos relacionados, cuja articulação pode favorecer práticas mais sensíveis às necessidades das crianças, das famílias e das comunidades.