Introdução: A formação docente em saúde requer competências relacionais e comunicacionais humanizadas. Articuladas, a Comunicação Não Violenta e a Abordagem Centrada na Pessoa, promovem a empatia e a escuta ativa para o enfrentamento consciente de conflitos. Objetivo: Descrever as percepções e reflexões de pós-graduandos acerca da Comunicação Não Violenta a partir da participação em uma oficina pedagógica fundamentada na Abordagem Centrada na Pessoa. Metodologia: Relato de experiência qualitativo e descritivo-reflexivo sobre uma oficina pedagógica, fundamentada nos preceitos da Abordagem Centrada na Pessoa e da Comunicação Não Violenta realizada com cinco enfermeiros mestrandos de um programa de pós-graduação stricto sensu no interior de Minas Gerais, no mês de agosto de 2026. Os dados foram analisados pelo método de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Emergiram duas categorias: Vivências emocionais do docente frente aos desafios da comunicação no cotidiano pedagógico: do conflito à mediação e Comunicação Não Violenta no desenvolvimento docente: escuta das necessidades e ressignificação do papel do professor. Considerações Finais: A experiência favoreceu a ressignificação do papel docente, de uma postura centrada na autoridade para uma atuação dialógica, horizontal e facilitadora, evidenciando o potencial da Comunicação Não Violenta na formação docente em saúde.