A dengue permanece entre os principais desafios da vigilância em saúde, exigindo detecção oportuna, notificação qualificada e resposta integrada diante do aumento de casos. Este capítulo analisa o papel do monitoramento da dengue como doença de notificação compulsória e sistematiza os componentes essenciais para o controle de surtos. Realizou-se revisão narrativa e documental de publicações científicas e documentos técnicos nacionais e internacionais, priorizando materiais publicados entre 2020 e 2026. A síntese demonstra que a utilidade da notificação depende de oportunidade, completude, consistência e representatividade dos dados. Indicadores epidemiológicos, laboratoriais, entomológicos, assistenciais, ambientais e territoriais devem ser interpretados conjuntamente para reconhecer alterações acima do padrão esperado. A resposta efetiva requer investigação rápida, estratificação de risco, organização da rede assistencial, manejo clínico oportuno, controle vetorial integrado, comunicação de risco e participação comunitária. Sistemas de alerta precoce e dados da atenção primária podem antecipar sinais de transmissão, desde que incorporados aos fluxos regulares de decisão. Conclui-se que o controle de surtos depende menos de ações isoladas e mais de uma vigilância contínua, articulada e orientada por indicadores locais.