A hipertensão sistólica constitui problema clínico relevante entre pessoas com doença renal crônica em hemodiálise, pois se associa à sobrecarga cardiovascular, à complexidade do manejo volêmico e à necessidade de acompanhamento contínuo. Este estudo objetiva analisar desafios epidemiológicos e assistenciais relacionados à hipertensão sistólica em pacientes em hemodiálise no Brasil, com ênfase no cuidado integral no Sistema Único de Saúde. Realizou-se revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa, natureza básica e objetivo exploratório-descritivo, mediante leitura analítica de publicações científicas e documentos normativos de 2018 a 2026. A síntese evidencia que o controle pressórico nessa população não pode ser reduzido à prescrição medicamentosa, pois depende da avaliação do volume, adesão terapêutica, segurança da sessão, continuidade do cuidado e articulação multiprofissional. Também se destacam desigualdades de acesso e desafios de governança. Conclui-se que a resposta do SUS requer integração entre prevenção, atenção especializada, vigilância clínica e coordenação longitudinal.