Existe uma preocupação crescente, em nível mundial, com os patógenos que apresentam resistência aos fármacos que são utilizados em seu combate, constituindo o que passou a ser conhecido como o problema da resistência antimicrobiana. Este problema tornou-se uma das maiores ameaças da atualidade, tanto à segurança sanitária quanto à saúde pública em escala global. Frente à crescente ineficácia da ação de fármacos contra patógenos resistentes, reportada em levantamentos realizados pela Organização Mundial da Saúde, as ferramentas computacionais de modelagem molecular e de visualização tridimensional, surgem como uma necessidade imediata para a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. A bioinformática estrutural e a inteligência artificial, utilizando-se de algoritmos especializados, se apresentam como aliadas indispensáveis no enfrentamento da resistência antimicrobiana. Essas tecnologias podem superar as atuais limitações do tempo necessário para a realização das triagens farmacológicas, e reduzir os custos envolvidos, ao produzirem modelos preditivos in silico. Conclui-se, neste estudo, que se torna crucial a integração definitiva entre as abordagens da bioinformática estrutural, a vigilância epidêmica e as políticas de saúde pública, no enfrentamento da atual crise global decorrente do problema da resistência antimicrobiana.