A sífilis congênita constitui importante problema de saúde pública e permanece como agravo evitável mediante diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento durante o pré-natal. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e as características assistenciais dos casos de sífilis congênita na Paraíba em 2024. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do SINAN/DATASUS. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e assistenciais, utilizando-se frequências absolutas e relativas e o teste do qui-quadrado de Pearson, com significância de 5%. Resultados e discussão: Foram identificados 208 casos, com predominância do sexo feminino (57,7%) e da raça/cor parda (88,5%). A maioria das mães realizou pré-natal (76,0%); entretanto, 52,4% dos parceiros não apresentaram registro de tratamento. Observou-se associação significativa entre realização do pré-natal e tratamento do parceiro (p<0,001), bem como entre pré-natal e classificação final dos casos (p<0,001). Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de qualificar a assistência pré-natal, ampliar o tratamento dos parceiros e fortalecer a vigilância epidemiológica para reduzir a transmissão vertical da sífilis na Paraíba.