O papilomavírus Humano (HPV) é a IST mais comum globalmente, com tipos de alto risco oncogênicos (como 16 e 18) fortemente associado ao câncer cervical. Diante das limitações da citologia oncótica, a técnica de amplificação isotérmica mediada por LAMP destaca-se como alternativa rápida, sensível e de baixo custo para rastreio molecular. Desta forma, este trabalho tem como objetivo analisar estudos que evidenciem o uso da LAMP no diagnóstico e genotipagem do HPV, e como ferramenta auxiliar na predição do câncer de colo do útero. Foi realizada revisão sistemática orientada pelo PRISMA, na qual as buscas ocorreram em agosto de 2026 nas bases PubMed, LILACS-BVS, ScienceDirect e Wiley por artigos experimentais originais dos últimos 5 anos. Os artigos comprovam a eficácia e versatilidade da técnica LAMP em diversas abordagens tecnológicas. As variações demonstraram alta sensibilidade (até 97,8%) e especificidade (até 100%), com desempenhos equivalentes à PCR e qPCR. Além de a LAMP detectar o DNA do vírus, pode ser uma ferramenta complementar na predição do câncer cervical. A LAMP é uma técnica robusta e eficiente para descentralizar e acelerar o rastreio do HPV, necessitando de validações clínicas adicionais para sua consolidação em grande escala.