As instituições de ensino e os institutos de longa permanência para idosos abrigam grupos populacionais de alta vulnerabilidade imunológica e epidemiológica, demandando intervenções rígidas de vigilância sanitária sobre suas estruturas de alimentação coletiva. O presente estudo analisou as condições higiênico-sanitárias de cozinhas e refeitórios em ambientes institucionais ao longo dos períodos trans e pós-pandêmico. Trata-se de uma pesquisa aplicada e descritiva com abordagem mista (quali-quantitativa), amparada em dados secundários de relatórios de auditorias em campo coletados entre os anos de 2020 e 2024. O monitoramento avaliou componentes estruturais de edificações, fluxos de manipulação de refeições e padrões microbiológicos de água, superfícies e alimentos prontos nesses recintos. Os resultados globais apontaram melhorias consistentes nos patamares de conformidade arquitetônica durante o pós-pandemia. A análise estatística indicou uma elevação estatisticamente significativa na média de adequação regulatória geral do bloco estrutural básico. Conclui-se que a consolidação de barreiras físicas institucionais e a vigilância contínua sobre as rotinas operacionais de distribuição são indispensáveis para salvaguardar a saúde coletiva destas comunidades vulneráveis.