Os alimentos comercializados em espetinhos e barraquinhas de lanches caracterizam-se pelo elevado risco epidemiológico inerente ao comércio ambulante e à venda em vias públicas, onde a escassez de infraestrutura física fixa compromete as Boas Práticas. O presente estudo avaliou a qualidade microbiológica de alimentos prontos para o consumo e de suas respectivas superfícies de contato em espetinhos e barraquinhas de lanches ambulantes ao longo dos períodos trans e pós-pandêmico. Trata-se de uma pesquisa aplicada e descritiva com abordagem mista (quali-quantitativa), utilizando dados secundários de campo coletados entre os anos de 2020 e 2024. O monitoramento englobou a pesquisa de coliformes totais e aeróbios mesófilos em amostras de churros, tapiocas de calabresa, carnes de espetinho, tomates, além de tábuas, facas e cilindros de massas. Os resultados estruturais gerais indicaram que a transição de períodos elevou ligeiramente os índices de conformidade operacional das instalações móveis. Contudo, as contagens biológicas revelaram o descumprimento massivo das diretrizes estabelecidas pela American Public Health Association (APHA) para superfícies. Conclui-se que a ausência de água corrente e o déficit de controle sanitário ativo perpetuam a contaminação cruzada nesse setor varejista.