O ceratocisto odontogênico (CO) é uma lesão odontogênica de comportamento localmente agressivo, com predileção pela mandíbula posterior e elevada taxa de recorrência, podendo variar de pequenas lesões a acometimentos extensos, influenciando o prognóstico e a complexidade terapêutica. O diagnóstico baseia-se na correlação entre achados clínicos, radiográficos e histopatológicos, sendo essencial para a escolha do tratamento. O manejo do CO apresenta diferentes abordagens descritas na literatura, destacando-se modalidades como enucleação, curetagem, marsupialização e descompressão, associadas ou não a técnicas adjuvantes, como osteotomia periférica e agentes químicos tópicos, visando reduzir recidivas. Apesar de amplamente utilizada, a enucleação isolada apresenta risco de recorrência, favorecendo a associação com terapias complementares, enquanto a curetagem destaca-se como modalidade auxiliar no manejo do CO, especialmente em lesões extensas. Nesse contexto, o 5-fluorouracil destaca-se como alternativa adjuvante promissora, com maior segurança e menor índice de recorrência quando comparado à solução de Carnoy e suas modificações. Abordagens conservadoras, como descompressão e marsupialização, permitem redução do volume lesional e preservação anatômica, embora permaneçam associadas a discussões quanto ao impacto na recidiva. Assim, o tratamento deve ser individualizado, considerando controle da recorrência, preservação estrutural e redução da morbidade, com acompanhamento clínico prolongado.