O uso não médico de psicoestimulantes por universitários tem sido relacionado à tentativa de ampliar a concentração, prolongar a vigília e atender às exigências acadêmicas. Este estudo analisou evidências recentes sobre as motivações, os riscos à saúde e as repercussões dessa prática no desempenho acadêmico. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE, BVS, LILACS e SciELO, com inclusão de estudos publicados entre 2020 e 2026 em português, inglês ou espanhol. Quinze artigos compuseram a síntese. Os resultados indicam que as razões acadêmicas predominam, sobretudo a busca por foco, energia e maior tempo de estudo. Entretanto, o uso não prescrito também se associa a insônia, redução do apetite, agitação, manifestações cardiovasculares, sofrimento psíquico e consumo concomitante de outras substâncias. A literatura não demonstra benefício acadêmico objetivo consistente; estudo experimental recente não encontrou melhora na nota nem na aprovação após o uso de metilfenidato. Conclui-se que a percepção de produtividade não equivale necessariamente à melhor aprendizagem, reforçando a necessidade de educação em saúde, uso racional de medicamentos e apoio institucional aos estudantes.