As redes sociais digitais ocupam lugar central na contemporaneidade e vêm produzindo transformações significativas nos modos de subjetivação, especialmente na experiência da maternidade. Este estudo teve como objetivo compreender a subjetividade materna e o sofrimento psíquico no contexto das redes sociais, considerando seus efeitos potencialmente prejudiciais e suas possibilidades de apoio e construção coletiva de sentidos. Trata-se de um estudo bibliográfico, de natureza teórico-crítica, desenvolvido a partir da análise de produções científicas e bibliográficas localizadas nas bases SciELO, LILACS, PubMed e ScienceDirect. A análise articulou contribuições da psicanálise, das neurociências e das ciências sociais e políticas. Os resultados indicam que a maternidade permanece atravessada por construções sociais que reforçam expectativas idealizadas relacionadas à figura da “boa mãe”. As redes sociais intensificam essas expectativas ao disseminarem padrões idealizados de maternidade, corpo, parto, amamentação e cuidado, favorecendo processos de comparação, culpa, insegurança, ansiedade e sofrimento psíquico. Entretanto, também podem constituir espaços de acolhimento, compartilhamento de experiências, denúncia de violências e construção de redes de apoio. Conclui-se que as redes sociais exercem papel relevante na construção da subjetividade materna, sendo necessária uma perspectiva crítica e estratégias de psicoeducação que reconheçam a singularidade e a complexidade da experiência materna.