O suicídio exige respostas profissionais capazes de articular prevenção, cuidado continuado e suporte após uma morte. Este estudo analisou desafios e estratégias relacionados à atuação de profissionais de saúde diante do comportamento suicida. Realizou-se pesquisa bibliográfica qualitativa, de caráter descritivo-analítico, com oito estudos nacionais publicados entre 2022 e 2026. O material foi examinado por análise temática, organizada em quatro eixos: condições institucionais do cuidado; identificação e intervenção; formação profissional; e pósvenção. Os resultados indicam que fragmentação da rede, baixa articulação intersetorial, formação insuficiente e predominância do encaminhamento limitam a capacidade de resposta dos serviços. Em contrapartida, vínculo, escuta qualificada, reconhecimento precoce de sinais, acompanhamento longitudinal, educação permanente, simulação e trabalho em rede ampliam a efetividade do cuidado. A literatura também evidencia repercussões emocionais e ocupacionais entre profissionais após o suicídio de pacientes, reforçando a necessidade de supervisão, apoio entre pares e protocolos institucionais de pósvenção. Conclui-se que prevenir o suicídio requer integrar competência técnica, disponibilidade relacional e condições organizacionais que sustentem o profissional antes, durante e depois das situações críticas.