A internação hospitalar pode reduzir a autonomia do paciente e modificar sua relação com o corpo, o tempo e as outras pessoas. Este capítulo analisa as possibilidades e limitações da arteterapia como prática complementar de cuidado em hospitais gerais. Foi realizada uma revisão narrativa crítica, bibliográfica e documental, com consultas públicas em setembro de 2026. Foram incluídos estudos realizados em hospitais, revisões da literatura e documentos conceituais e institucionais. Os estudos quantitativos indicaram redução imediata de alguns sintomas, embora apresentem limitações metodológicas que dificultam a comparação e a generalização dos resultados. Os estudos qualitativos apontaram possibilidades de expressão e de realização de escolhas, mas não permitem comprovar a eficácia clínica da intervenção. A análise também diferenciou a arteterapia profissional das atividades artísticas e da apreciação de imagens. Conclui-se que a inserção da arteterapia no ambiente hospitalar requer profissionais qualificados, participação voluntária e condições institucionais adequadas, além de avaliações que considerem a heterogeneidade dos pacientes e as interrupções que podem ocorrer durante a internação.