Introdução: A reconstrução mamária pós-mastectomia pode favorecer a reabilitação, mas seus resultados anatômicos não asseguram a superação do sofrimento emocional. Objetivo: Analisar evidências sobre identificação, registro e manejo de gatilhos emocionais em mulheres submetidas à reconstrução mamária, considerando a integralidade do cuidado no Sistema Único de Saúde. Metodologia: Revisão narrativa crítica da literatura e análise documental, fundamentadas em publicações científicas e legislação brasileira de 2023 a 2026. Resultados e discussão: A literatura demonstrou resultados psicossociais heterogêneos, necessidades informacionais não atendidas e experiências negativas relacionadas à autoimagem, às expectativas cirúrgicas e à comunicação profissional. Evidências também destacaram a importância do rastreamento do sofrimento, da documentação clínica e da continuidade do acompanhamento. No SUS, a previsão legal de assistência psicológica e multidisciplinar contrasta com a necessidade de avaliar sua efetivação, em um contexto de desigualdades documentadas no acesso à reconstrução. Considerações finais: A integralidade exige reconhecer a experiência subjetiva da mulher, integrar a avaliação emocional aos cuidados cirúrgicos e assegurar continuidade assistencial. O registro clínico e o acolhimento interdisciplinar são componentes relevantes para uma assistência centrada na paciente.