A Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE) é causa frequente de Síndrome nefrítica em crianças. Contudo, a indisponibilidade de biomarcadores específicos (ASLO, Anti-Dnase B e C3) na rede pública de Parnaíba-PI impõe desafios ao diagnóstico. Tendo como objetivo relatar a experiência acadêmica no acompanhamento da GNPE em hospital público, enfatizando o raciocínio clínico, o manejo e os determinantes sociais. É um estudo descritivo do tipo relato de experiência, vivenciado em enfermaria pediátrica, entre os anos de (2025-2026), associado à uma revisão integrativa da literatura. A ausência de exames sorológicos foi superada pela valorização da anamnese (histórico de piodermite), exame físico e laboratório básico. O manejo focou no controle volêmico e pressórico com Furosemida, Anlodipino e monitoramento do peso e diurese. Observou-se a predominância das infecções cutâneas, evidenciando a vulnerabilidade socioambiental e lacunas na Atenção Primária. Reafirmando a importância da clínica e da semiologia na tomada de decisão em cenários com escassez de recursos. Concluindo que fortalecer a Atenção Primária no tratamento de piodermites é crucial para prevenir complicações renais e internamentos.