A Educação Permanente em Saúde constitui estratégia para qualificar processos de trabalho e promover ambientes hospitalares seguros. O Programa Educa-Trabalhador articula formação em serviço, biossegurança e Vigilância em Saúde do Trabalhador, favorecendo dimensões do letramento em saúde. Objetivou-se analisar contribuições do Educa-Trabalhador para o letramento dos trabalhadores da saúde e a ressignificação das práticas de vigilância e segurança no trabalho hospitalar. Estudo descritivo, quali-quantitativo, realizado em 2024 com 30 trabalhadores de um hospital de Macapá-Amapá. Desenvolveu-se oficina World Café sobre riscos ocupacionais, biossegurança e notificação de agravos relacionados ao trabalho. Os dados qualitativos foram submetidos à Classificação Hierárquica Descendente no IRaMuTeQ®; 27 trabalhadores responderam à avaliação pós-intervenção em escala Likert. Estudo aprovado sob CAAE 54829922.2.0000.0001. Emergiram duas categorias: riscos ocupacionais e práticas profissionais incorporadas e naturalizadas; e educação permanente e letramento em saúde na ressignificação das práticas de vigilância e segurança no trabalho hospitalar. Entre os respondentes, 63% concordaram que apreenderam os conteúdos discutidos; 92,5% consideraram-se capazes de difundi-los; e 100% reconheceram o setor responsável pelas notificações. O programa favoreceu aprendizagem, reconhecimento dos fluxos de notificação e dimensões do letramento em Vigilância em Saúde do Trabalhador. Contudo, a transformação das práticas requer processos educativos contínuos, participativos, contextualizados e institucionalmente apoiados.