As novas substâncias psicoativas (NSP) acendem um alerta para o cenário global. Sua rápida disseminação, a diversidade de sua estrutura e sua imprevisível atuação no organismo impactam diretamente a saúde pública. Os usuários das drogas sintéticas podem apresentar intoxicações e manifestações clínicas variadas, destacando-se o rebaixamento do nível de consciência, delírios, agitação, alucinações, comportamento violento, taquicardia, midríase, sonolência e náuseas. Essa diversidade impõe demandas para os serviços de saúde, especialmente aos atendimentos de emergência, ocasionando a mobilização de profissionais, equipamentos e recursos para o monitoramento e manejo das intoxicações. A evolução química acelerada tornou a fabricação de novas substâncias mais rápida do que sua identificação, e os laboratórios enfrentam dificuldades na detecção das NSP. A busca resultou em 194 registros, sendo 178 provenientes da PubMed, 15 da BVS e 1 da SciELO, dos quais 12 compuseram o corpus final da revisão. Os achados evidenciam dificuldades no diagnóstico e no manejo clínico, aumento no número de atendimentos e internações, principalmente entre os jovens, a necessidade de fortalecer a toxicovigilância e capacitar os profissionais. Assim, torna-se primordial fortalecer o monitoramento do mercado das novas drogas psicoativas, aprimorar as técnicas de identificação e ampliar o conhecimento científico.