A popularização das canetas emagrecedoras para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade gerou elevada demanda, enquanto a escassez de suprimento e os altos custos desses produtos criaram condições favoráveis à comercialização ilegal de itens falsificados em ambientes digitais e redes sociais. Este estudo teve como objetivo caracterizar a falsificação de canetas emagrecedoras em escala global, bem como discutir seus potenciais impactos à população. Para isso, foi realizada uma análise descritiva e retrospectiva, baseada em buscas na internet por informações provenientes de órgãos governamentais, fabricantes e notícias da imprensa especializada. Os resultados demonstraram a ocorrência de fraudes sofisticadas, incluindo a clonagem de lotes legítimos destinados à exportação e a substituição do conteúdo por análogos de insulina de ação rápida, expondo os pacientes a riscos como hipoglicemia grave, ineficácia terapêutica, presença de impurezas químicas e contaminação microbiana. O estudo evidenciou que a falsificação de canetas emagrecedoras constitui um problema emergente de saúde pública, cujo enfrentamento requer ações coordenadas de rastreabilidade, fiscalização, capacitação dos profissionais de saúde e fortalecimento das notificações aos sistemas de farmacovigilância.