Telemedicina e gestão remota do cuidado em saúde vão além do atendimento clínico à distância, constituindo-se uma estratégia para a reestruturação dos processos assistenciais do sistema público de saúde brasileiro. Objetivou-se analisar os avanços, limitações e impactos da telessaúde e da saúde digital no Sistema Único de Saúde, considerando seus efeitos sobre a equidade e o acesso universal à saúde. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, descritiva, de cunho exploratório com abordagem qualitativa de trabalhos publicados entre 2016 e 2026, através do site do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e da busca de dados indexados nas bases de dados SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Scholar, para um embasamento teórico sólido. Foram utilizados os descritores: telessaúde, saúde digital, Sistema Único de Saúde, telemedicina, equidade em saúde e cobertura universal de saúde. As transformações digitais contribuem para a melhoria dos processos de atendimento, a utilização mais eficiente dos recursos disponíveis, a diminuição dos custos operacionais e a criação de novos modelos organizacionais fundamentados na integração digital dos serviços. A telemedicina se torna uma ferramenta estratégica para melhorar a eficiência administrativa e aumentar a capacidade de resposta das instituições de saúde frente às demandas assistenciais em crescimento.