Na atualidade torna-se fundamental que os serviços de saúde adotem práticas e processos mais sustentáveis, e os laboratórios de reprodução humana assistida precisam se adequar a isso. Eles têm alta pegada de carbono devido ao consumo contínuo de energia e recursos, uso intensivo de materiais descartáveis, geração de resíduos e demandas específicas da criopreservação. Este capítulo analisou práticas sustentáveis aplicáveis a esses ambientes, identificando os desafios por meio de uma revisão narrativa, descritiva e exploratória. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, EMBASE e LILACS, abrangendo o período de 2023 a 2026, e após o processo de seleção, 15 publicações compuseram a síntese narrativa. As principais estratégias encontradas envolveram eficiência energética, manutenção de equipamentos, redução no consumo de materiais, segregação adequada de resíduos, gestão da criopreservação, compras sustentáveis e capacitação das equipes. Contudo, identificou-se escassez de evidências específicas que avaliem o impacto ambiental dessas práticas nos laboratórios de reprodução assistida. Frente aos impactos das mudanças climáticas, torna-se fundamental que mais estudos sejam realizados nessa área para mitigar a pegada de carbono e implantarem práticas sustentáveis, mantendo a biossegurança, proteção dos gametas e embriões.