Os queloides auriculares constituem alterações benignas da cicatrização, caracterizadas por proliferação fibroblástica exacerbada, deposição excessiva de colágeno e crescimento além dos limites da lesão inicial. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura acerca dos aspectos conceituais, etiológicos, anatômicos, clínicos, diagnósticos e terapêuticos dessas lesões. Trata-se de uma revisão de literatura, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo, realizada a partir de publicações científicas disponíveis principalmente nas bases PubMed/MEDLINE e PubMed Central, com prioridade para estudos dos últimos dez anos. A etiologia dos queloides é multifatorial, envolvendo predisposição individual e fatores desencadeantes, como traumas e perfurações auriculares. Clinicamente, podem apresentar crescimento progressivo, prurido, dor, edema, deformidade e impacto estético e psicossocial. O diagnóstico é predominantemente clínico, podendo requerer avaliação histopatológica diante de lesões atípicas, sobretudo para diferenciação de cicatrizes hipertróficas, neoplasias e lobomicose. O tratamento deve ser individualizado e frequentemente multimodal, incluindo corticoterapia intralesional, silicone, compressão, excisão cirúrgica, radioterapia e outras terapias adjuvantes. A associação de diferentes modalidades tende a favorecer melhores resultados e menor risco de recorrência.