A uva (Vitis vinifera) apresenta grande importância econômica e alimentar, porém, sua alta perecibilidade e suscetibilidade a fungos representam um desafio para a cadeia produtiva, especialmente no Vale do São Francisco. O uso de fungicidas sintéticos gera preocupações à saúde humana, animal e ambiental, justificando a busca por alternativas naturais. Este estudo teve como objetivo isolar fungos filamentosos de uvas de mesa comercializadas em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) e avaliar a atividade fungicida dos óleos essenciais de Schinus terebinthifolius, Illicium verum e Melaleuca alternifolia, do bálsamo de Copaifera officinalis e do extrato hidroalcoólico de Ziziphus joazeiro. Trata-se de um estudo experimental in vitro, com amostras de 16 variedades de uva adquiridas em 10 estabelecimentos comerciais, submetidas ao isolamento e caracterização fúngica e à avaliação da atividade antifúngica por microdiluição em caldo. Dos oito isolados obtidos (I1–I8), o óleo de melaleuca apresentou atividade frente a todos, enquanto anis-estrelado e pimenta-rosa atuaram sobre sete, e copaíba sobre seis. O extrato de juazeiro não apresentou atividade nas condições testadas. Os resultados evidenciam o potencial dos produtos naturais, especialmente da melaleuca, para o controle de fungos associados à deterioração pós-colheita de uvas e para estratégias de conservação mais sustentáveis.