Introdução: Aneurismas intracranianos permanecem como um dos grandes desafios da neurocirurgia moderna. O avanço das técnicas endovasculares transformou o cenário terapêutico, reduzindo morbidade imediata em diversos contextos. Contudo, o clipping microcirúrgico segue sendo referência em termos de durabilidade e controle definitivo da lesão. O equilíbrio entre eficácia funcional precoce e estabilidade anatômica a longo prazo sustenta um debate que persiste há duas décadas. Objetivo: Avaliar criticamente os principais desfechos associados ao clipping e ao coiling no tratamento de aneurismas intracranianos, sintetizando evidências disponíveis e destacando implicações práticas para a tomada de decisão clínica.